Beira-Mar
Dia 3

Texto: Rafael Farias

” Hoje o dia foi à beira-mar.
Tinha decidido no dia anterior levar para o quarto uma das minhas máquinas fotográficas. Queria fotografar a sala do pequeno almoço coisa que não tinha feito no dia anterior. A luz que entrava pelas janelas aquecia os nossos corpos (ainda que frágeis). Era o que queria fotografar ali. Como disse o Gonçalo, a noite anterior foi longa, com muita música e fotografias pelo meio. O descanso era necessário para recarregar as baterias.

Enfim, por vezes o corpo não reage. Sim, o corpo, não o que realmente queremos. A fotografia é para mim o que a música é para eles. Não temos barreiras quando aquilo que nos move é o que gostamos. Contudo, por vezes, fruto do vulnerável corpo que nos sustenta, não conseguimos responder da melhor forma. O Hugo sentiu-se um pouco indisposto logo após o pequeno almoço. Apercebeu-se que o corpo lhe estava a pregar uma partida. A bateria ontem durante todo o dia quis mais do que ele (até ela própria estranhou). Talvez não tenha sido o dia que esperávamos mas foi diferente. Diferente e não necessariamente pior. Aproveitámos para pensar noutras coisas enquanto o Hugo queria-se melhor. A verdade é que ainda tentou tocar. Forte Sócio!
Forte também foi o Bernie que nos veio visitar. Pelo meio houve o jantar e a noite prolongou-se com mais música. Sim, porque o Bernie nunca vem só. E o Gonçalo, esse estava livre, fresco e feliz.”

Rafael